| Alimentos light são mesmo a melhor opção na dieta? | |||
É só começar a dieta que muita gente não hesita em encher o
carrinho de compras com alimentos lights. Só para ter uma ideia do peso
dessa turma no cardápio dos brasileiros, um levantamento feito pela
Indústria Brasileira de Alimentos Dietéticos (Abiad) mostrou que esses
produtos estão presentes em mais de 35% dos lares da população. A grande
preferência por eles está relacionada à ideia de que eles aumentam as
chances de perder peso ao fazer dieta para emagrecer.
É aí que muita gente erra a mão, ignorando até mesmo as quantidades
das porções. Os "lights" também têm calorias e, quando ingeridos em
excesso, contribuem tanto quanto a versão convencional para o ganho de
peso.
Conversamos com as nutricionistas Camila Abreu e Ana Paula Souza que esclarecem as dúvidas a respeito desses alimentos.
É light ou diet?
Os termos ainda confundem, mas a diferença entre os dois é grande.
Entretanto, diet é aquele produto que indica em sua embalagem a ausência
total de algum nutriente ou ingrediente, que pode ser o açúcar, o sal, a
gordura, a lactose, entre outros.
Segundo a nutricionista Camila Abreu, a escolha do "diet" deve
variar conforme a necessidade de cada pessoa. "Produtos específicos para
diabéticos devem ser totalmente isentos de açúcar, por exemplo. Para
pessoas com problemas cardiovasculares, a restrição deve ser de gordura e
assim por diante", completa a profissional.
Já os alimentos classificados como "light" têm uma redução de pelo
menos 25% da quantidade de um determinado elemento de sua composição em
relação ao alimento tradicional. "São aqueles com baixo teor de
componentes - sódio, açúcares, gorduras, colesterol - e/ou calorias, ou
seja, não são isentos totalmente como os diet", explica Camila.
O produto Light faz mal?
Na verdade, não é que eles fazem mal. "É que muitos produtos light
têm adoçante e essa substância, quando consumida em excesso, pode fazer
mal no futuro", esclarece a nutricionista Ana Paula Souza. Apesar de
existirem muitas pesquisas sobre o assunto, os malefícios do adoçante
não são comprovados.
Como o adoçante é químico, a substituição por mel ou açúcar mascavo
pode ser feita. "Eu indico a substituição pelo açúcar Demerara que é
ainda mais saudável do que o açúcar mascavo, por conter mais
nutrientes", recomenda Ana Paula.
É light mesmo?
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A informação deve estar impressa nas embalagens. Se você
identificar uma redução de, pelo menos, 25% de nutrientes ou calorias
num alimento, ele pode ser considerado light. Apesar disso, a própria
tabela nutricional pode confundir o consumidor. Ás vezes, um pão normal
tem uma tabela em que se avalia 30 gramas do produto, enquanto o pão
light possui uma que considera a porção de 20 gramas. Por isso, deve-se
ficar atento ao rótulo e verificar a proporcionalidade entre eles.
A nutricionista Camila Abreu enfatiza que não é preciso consumir
apenas alimentos diet ou light. O importante são os conceitos de
bom-senso e moderação. "Mesmo se o alimento for light fique atento às
quantidades ingeridas. Não só a escolha dos alimentos certos, mas também
a quantidade é o que faz alguém engordar ou emagrecer", aponta a
nutricionista.
Substituições inteligentes
Em alguns casos, a escolha do alimento light é, de fato, a mais
saudável para sua alimentação. Troque sempre o leite integral, que
possui muita gordura, pelo desnatado. Se achar que o gosto é muito
diferente, opte pelo semi-desnatado. "Essa dica também vale para outros
produtos lácteos, como os iogurtes", diz Camila Abreu.
Para os fãs de chocolate, a boa notícia é que as versões
meio-amarga e com 75% de cacau têm ação antioxidante e são mais
saudáveis que a tradicional ou a diet, que possui mais gordura em sua
formulação.
Trocar a famosa manteiga do pãozinho francês por uma margarina
light em um pão integral também compensa. "Além da redução de gordura e
calorias, é uma opção de lanche mais saudável, pois os alimentos
integrais contêm mais fibras, que ajudam no bom funcionamento do
intestino e na saciedade", afirma a nutricionista.
As geleias e achocolatados também podem (e devem!) ser substituídos
pelas versões light, pois realmente se diferenciam nas calorias das
versões tradicionais. Já os refrigerantes, mesmo os "lights", devem ser
consumidos com moderação por causa do adoçante, do sódio e do gás.
Prefira os sucos naturais, que carregam todos os nutrientes das frutas.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
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